O papel do associativismo no fortalecimento da oncologia
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) celebra, em 2026, um marco histórico: 45 anos de existência. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida a uma reflexão sobre a força que impulsionou o surgimento da entidade: o associativismo.
Em um cenário médico cada vez mais complexo e dinâmico, fazer parte de uma Sociedade de especialidade vai muito além do networking e atualização profissional. Trata-se de um compromisso com a evolução da prática clínica, a defesa profissional e a construção coletiva de uma especialidade mais forte.
Mas para compreender a importância do associativismo na oncologia, é preciso olhar para trás e entender como a união de seus membros ajudou a construir as bases da SBOC.
Das primeiras conquistas à consolidação da especialidade
No início dos anos 1980, quando a SBOC ainda dava seus primeiros passos, a oncologia clínica buscava espaço e reconhecimento no cenário médico nacional. Foi nesse contexto que o associativismo se mostrou fundamental.
Presidente da SBOC de 1985 e 1987, Dr. Juvenal Antunes relembra que uma das principais conquistas de sua gestão foi iniciar a aproximação da entidade com a Associação Médica Brasileira (AMB), movimento que posteriormente culminou na filiação da SBOC.
Depois da nossa gestão, a filiação da SBOC junto à Associação Médica Brasileira foi concretizada. Passamos a ter uma representação institucional mais forte”, recorda.
Outro exemplo da força do coletivo naquele época ocorreu quando a SBOC articulou discussões que ajudaram a reverter uma medida governamental que poderia dificultar o tratamento oncológico no país, em uma portaria que alterava o valor dos medicamentos na época.
“Conseguimos sensibilizar o então ministro Dilson Funaro sobre os impactos daquela decisão. Isso fez com que toda a comunidade oncológica brasileira respirasse com mais facilidade”, lembra.
Ainda em sua gestão, a SBOC enfrentou desafios financeiros importantes. Mesmo com recursos limitados, o apoio coletivo permitiu a realização do V Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica. “Nós conseguimos mobilizar patrocinadores para apoiar o Congresso e trazer palestrantes internacionais. Foi mais uma demonstração da força do associativismo”, destaca.
Uma década depois, a entidade entrava em uma nova fase de estruturação. Presidente da SBOC de 1995 e 1997, Dr. Artur Katz lembra que, naquela época, a Sociedade não tinha sede própria. “Basicamente, quando havia mudança de Presidente, o que era entregue para a gestão seguinte era uma pasta com documentos. Era uma fase bastante artesanal”, conta. Segundo ele, um dos grandes desafios associativos da época era garantir sustentabilidade financeira para que a instituição pudesse crescer.
“Talvez ali tenham sido construídos os fundamentos que permitiram à Sociedade se estruturar até chegar ao que ela é hoje”, afirma.
Dr. Katz também destaca outros avanços importantes da época, como a participação da SBOC no Conselho do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ampliando a representatividade da especialidade nos debates nacionais sobre saúde.
Os recursos eram extraordinariamente limitados. Estruturamos um sistema regular de apoio, o que permitiu criar um caixa mínimo para organizar um grande Congresso e deixar a Sociedade em uma condição mais sólida para as gestões seguintes”, relembra. Foi nesse período que a SBOC estabeleceu sua primeira sede física e iniciou uma fase de amadurecimento institucional.
Uma força que atravessa gerações
O impacto do associativismo na oncologia é algo observado por diferentes gerações de médicos. Associado à SBOC desde 1985, o ex-presidente Dr. Sérgio Simon (Gestão 2017-19) reforça que a união da categoria continua sendo um instrumento essencial de transformação.
O associativismo provoca mudanças na sociedade, inclusive mudanças legais, em temas como aprovação de novas drogas, medidas de saúde pública que beneficiem os pacientes oncológicos e nos dá representatividade junto ao Executivo. Isso é muito importante porque resulta em benefício real para os pacientes.”
Para ele, muitas das conquistas alcançadas pela oncologia brasileira só foram possíveis porque os profissionais atuaram de forma organizada e coletiva. Hoje, diante da velocidade dos avanços científicos e da crescente complexidade do sistema de saúde, essa união se mostra ainda mais indispensável.
Entre a consolidação histórica e os desafios do presente, o associativismo também se fortaleceu por meio da aproximação dos associados e da ampliação do alcance institucional da SBOC. Ex-presidente da entidade em 2024, Dra. Anelisa Coutinho, destaca que a força coletiva permitiu encurtar distâncias e criar novas conexões dentro e fora do país.
“Fortalecer o senso de pertencimento do associado foi uma das prioridades da nossa gestão. Com a iniciativa SBOC e Você, visitamos nove estados brasileiros para aproximar os colegas da Sociedade, apresentar nossos projetos e mostrar, na prática, os benefícios do associativismo”, relembra.
Para ele, muitas das conquistas alcançadas pela oncologia brasileira só foram possíveis porque os profissionais atuaram de forma organizada e coletiva. Hoje, diante da velocidade dos avanços científicos e da crescente complexidade do sistema de saúde, essa união se mostra ainda mais indispensável.
Entre a consolidação histórica e os desafios do presente, o associativismo também se fortaleceu por meio da aproximação dos associados e da ampliação do alcance institucional da SBOC. Ex-presidente da entidade em 2024, Dra. Anelisa Coutinho, destaca que a força coletiva permitiu encurtar distâncias e criar novas conexões dentro e fora do país.
Segundo ela, o movimento também ampliou a atuação da SBOC além das fronteiras nacionais. “Começamos a construir parcerias entre sociedades latino-americanas de oncologia, criando oportunidades de integração profissional, colaboração científica e desenvolvimento de projetos conjuntos voltados para educação, diretrizes, dados epidemiológicos e políticas públicas”, afirma.
A ex-presidente destaca ainda que o fortalecimento institucional da Sociedade permitiu ampliar o diálogo com órgãos públicos, entidades médicas e representantes do setor de saúde. “Questões como acesso responsável aos tratamentos, boas práticas assistenciais e defesa do paciente exigem construção coletiva. O associativismo é o que transforma necessidades comuns em ações concretas”, diz.
“Fortalecer o senso de pertencimento do associado foi uma das prioridades da nossa gestão. Com a iniciativa SBOC e Você, visitamos nove estados brasileiros para aproximar os colegas da Sociedade, apresentar nossos projetos e mostrar, na prática, os benefícios do associativismo”, relembra.
Entre os legados de sua gestão, Dra. Anelisa cita iniciativas como a implementação do Índice de Priorização para Incorporação de Medicamentos e a revisão dos mecanismos de compliance da entidade, reforçando o compromisso da SBOC com decisões técnicas, éticas e baseadas em evidências.
Para ela, o impacto do associativismo vai muito além da representação profissional. “Quando profissionais se unem em torno de um propósito comum, ampliam sua capacidade de gerar conhecimento, reduzir desigualdades e melhorar o cuidado oferecido aos pacientes.”
O associativismo médico é a principal ferramenta que temos para garantir não apenas a defesa e a valorização da nossa especialidade, mas também a excelência no cuidado ao paciente com câncer.”
A atual presidente da SBOC, Dra. Clarissa Baldotto, destaca que a força da oncologia brasileira está diretamente ligada ao engajamento de seus profissionais e à capacidade da entidade de representar as demandas da especialidade.
Segundo ela, caminhar sozinho é uma opção muito mais difícil em uma área que evolui tão rapidamente. “Estar associado à SBOC é ter uma voz coletiva que nos representa perante órgãos governamentais e na formulação de políticas públicas”, diz Além disso, é o que nos permite criar uma rede de apoio, fomentar a pesquisa e ditar os rumos da nossa prática diária de forma ética e baseada nas melhores evidências disponíveis.”
Conectando gerações
É justamente essa sólida estrutura de apoio e o ambiente de integração que atraem as novas gerações de oncologistas, garantindo a renovação e a perenidade da Sociedade. A residente em Oncologia Clínica de Porto Alegre (RS), Dra. Angelina Bopp Nunes, recém-associada à SBOC, exemplifica esse movimento de transição. Para ela, o suporte estrutural e educacional oferecido pela SBOC foi decisivo para ingressar na entidade logo no início de sua jornada na especialidade.
Dra. Angelina também ressalta a relevância de estar próxima de grandes nomes da oncologia, ampliando a visão dos residentes. “Observar trajetórias inspiradoras são importantes para identificar valores e competências que desejo incorporar à minha formação, ajudando a construir uma carreira pautada pela excelência”, complementa.
Ao ouvir diferentes gerações da oncologia brasileira, dos pioneiros que ajudaram a estruturar a SBOC aos jovens profissionais que hoje iniciam sua trajetória, fica evidente que a história da especialidade foi construída pela força do coletivo.
Foi o associativismo que permitiu consolidar a representação institucional da oncologia, fortalecer sua sustentabilidade financeira, ampliar sua influência nas políticas públicas e criar oportunidades de educação e desenvolvimento para milhares de médicos.
Fazer parte da Sociedade aproxima o residente das discussões mais atuais da oncologia, facilita o acesso a conteúdo científico e permite a conexão com colegas e especialistas de diferentes regiões do país”, avalia.
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Avanços e desafios da oncologia: equilibrando o alto custo das inovações e a busca por mais acesso
A oncologia vive um dos seus momentos mais revolucionários. As inovações se multiplicam em uma escala vertiginosa, trazendo a promessa de tratamentos mais eficazes e personalizados. A terapia com células CAR-T é um dos exemplos dessa evolução. Tal tratamento utiliza as próprias células de defesa do paciente, modificadas geneticamente em laboratório, para reconhecer e atacar células tumorais. Mais recentemente, um aprimoramento dessa técnica – a partir do uso de células CAR-T combinadas com um nanogel inteligente que carrega a enzima hialuronidase – expandiu esse tipo de tratamento, permitindo que as células superem a barreira dos tumores sólidos, tornando-a ainda mais promissora.
Se, por um lado, essas tecnologias representam passos significativos para a oncologia global; por outro, o alto custo das inovações levanta uma questão crucial: como garantir que sejam amplamente acessíveis?
No caso do tratamento com células CAR-T, o acesso no Brasil via sistema público, por enquanto, só está disponível em projetos de pesquisa clínica. No sistema privado, os custos podem ultrapassar os R$ 3 milhões. Não à toa, pesquisadores brasileiros já atuam na produção de CAR-T totalmente nacionais, o que agilizaria o processo e reduziria o investimento do paciente em até 80%, estima-se. É a inovação a serviço do acesso. Um dos projetos mais avançados é liderado pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Butantan, em estudo clínico de fase 1/2.
Membro do Comitê de Tumores Gastrointestinais Baixos da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dr. Rui Weschenfelder lembra que tudo que é novo tem um custo muito alto. “Imagina se a gente falasse, há 30 anos, que seria inventado e disseminado um telefone portátil, como o celular. E quando foi lançado, o custo era proibitivo”, reflete. “Será que a gente vai conseguir fazer com que as tecnologias em saúde também consigam reduzir o preço? Esse é o nosso grande desafio”, diz.
Especificamente sobre as células CAR-T, o oncologista clínico aponta que é necessário, de fato, tornar a tecnologia mais democrática para que, no futuro, o preço diminua. “Hoje, o que pode parecer inviável, talvez em alguns anos se torne acessível. Precisamos de uma multiplicidade de estratégias para que a gente consiga evoluir”, propõe.
A democratização das novas tecnologias é uma discussão perene entre especialistas. Dr. Thiago Carnier Jorge, associado SBOC em São Paulo (SP) e especialista em transformação digital, aponta que a inovação em saúde tem que ser percebida não apenas como a criação de novos recursos, mas a partir da reavaliação de como a medicina é praticada. “Inovar em saúde é abrir a cabeça e conseguir adaptar para esse mundo tudo o que a gente vê acontecendo e o que está trazendo diversos benefícios em outros setores”, argumenta.
Por muito tempo, afirma o oncologista clínico, que também é Diretor Médico e de Pesquisa e Desenvolvimento da startup We Cancer, a saúde foi um setor fechado, que aprendeu pouco com os exemplos de áreas como o varejo e a tecnologia.
“Querendo ou não, cada vez mais o nosso mundo é conectado, e mais as pessoas têm a percepção das coisas de maneira muito unitária e singular”, reflete. “Por que as empresas conseguem me entregar [um pedido] no mesmo dia e na saúde eu não consigo marcar uma consulta para o mesmo dia?”, questiona. “Por que a gente tem técnicas de monitorização à distância para diversas coisas e na saúde ainda é mais do que necessário uma consulta presencial?”, completa Dr. Thiago.

Coordenador do Comitê de Tecnologia e Inovação da SBOC, Dr. Pedro Henrique Araújo de Souza chama atenção para o uso frequente da inovação em saúde como suporte à educação médica. “Hoje, os meios de autoaprendizado por parte dos residentes de medi
cina é enorme. Eles têm acesso à informação de forma muito mais rápida do que tive na minha formação”, compara o oncologista de 52 anos de idade.
Dr. Pedro Henrique exemplifica sua análise: um trabalho é apresentado no Encontro Anual da ASCO (a Sociedade Americana de Oncologia Clínica) e publicado em um periódico importante no mesmo dia. “Os acadêmicos e residentes podem ler um artigo que, potencialmente, muda o tratamento dos pacientes no mesmo dia em que é apresentado e publicado”, declara.
A necessidade de discussão sobre como a inovação pode contribuir para ampliar o acesso da população ao que existe de melhor na oncologia acabou por motivar a Comissão Científica do XXVI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica a escolher o tema “Inovação a serviço do acesso” como eixo central do evento.
A presidente da SBOC, Dra. Angélica Nogueira, e o presidente da Comissão Científica do Congresso SBOC, Dr. William William, explicam que essa decisão reflete a necessidade urgente de conciliar os avanços tecnológicos com a realidade dos sistemas de saúde no Brasil.
“Estamos vivenciando uma era de descobertas incríveis, com terapias que transformam o prognóstico de muitos pacientes. No entanto, o desafio de tornar essas tecnologias amplamente disponíveis é o nosso próximo grande passo”, explica Dra. Angélica. “O Congresso SBOC será a plataforma para que a comunidade oncológica brasileira discuta a construção de caminhos para garantir mais acesso”, pontua.
Também diretor da SBOC, Dr. William William complementa, destacando que a programação do evento foi cuidadosamente estruturada para abordar esse equilíbrio. “Nosso objetivo é que, ao final do Congresso, tenhamos não apenas um panorama dos avanços, mas também alternativas para democratizar a oncologia no país.”
Entre as mesas que abordarão o tema, a programação inclui sessões sobre avaliação de tecnologias e custo-efetividade, acesso a testes genéticos, teleoncologia no sistema público, integração de sistemas de informação em oncologia, chatbots, assistentes virtuais de suporte ao paciente, inteligência artificial, entre outras.
Para Dr. Thiago Jorge, a inovação pode trazer mais acesso, mas para isso é preciso mudar a maneira de pensar. “É isso, por exemplo, que a inteligência artificial (IA) traz. Com ela, talvez a gente consiga suplantar os preconceitos de como o mundo funciona e ter novas ideias e novas maneiras de avançar.”
Ele cita o exemplo do AlphaZero, um algoritmo de xadrez desenvolvido pela ferramenta de IA Google DeepMind. Ao contrário de outros programas, o AlphaZero nunca foi treinado por humanos. Recebeu apenas as regras e aprendeu sozinho, jogando contra si mesmo. Os resultados foram jogadas que desafiaram a lógica humana, mostrando que a inovação muitas vezes exige uma mudança de paradigma.
Dr. Pedro Henrique acredita que a inovação também pode ajudar a otimizar os recursos financeiros para a saúde. Ele sugere que, com o acesso à informação que mencionou, é possível entender quais pacientes se beneficiarão mais de um tratamento e até que ponto. Esse conhecimento poderia ser acoplado à forma de financiamento, como já acontece com medicações para doenças genéticas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse modelo, que reúne dados de mundo real e analisa desfechos, o pagamento por um tratamento depende do resultado. “Se tiver o resultado esperado, o SUS paga um valor maior; se não tiver, paga menos. Isso tudo depende de capturar informação”, explica o especialista.
Outro ponto fundamental sobre proporcionar mais acesso à inovação, segundo o Dr. Pedro, é o fortalecimento da pesquisa clínica. Ele acredita que, com a expansão de centros de pesquisa em serviços públicos e privados, o país terá mais estudos de tratamentos inovadores, que poderão ser oferecidos a pacientes gratuitamente e com melhores chances de desfechos positivos.
Nem sempre a inovação que garante o acesso de mais pessoas tem relação com uma tecnologia de alto custo. Exemplos práticos disso já estão em andamento. Dr. Thiago Jorge conta sobre uma iniciativa de sua startup para melhorar o rastreamento de carcinoma hepatocelular e conscientizar sobre a cirrose como fator de risco.

Em vez de usar abordagens tradicionais, a campanha “Se Meu Fígado Falasse” utilizou uma linguagem jovial e de marketing para engajar as pessoas. Com um questionário on-line simplificado, acessível para o público leigo, eles começaram a monitorar a resposta de possíveis pacientes. Caso o indivíduo tivesse diversos fatores de risco, um enfermeiro, de maneira proativa, entrava em contato para uma teleconsulta e, depois, encaminhava para um médico de família, que iria julgar a necessidade de ultrassom.
“Fizemos tudo isso com telemedicina. E o ultrassom marcávamos no local mais próximo da casa do paciente, com apoio da indústria farmacêutica, que concedia vouchers para usarmos na campanha”, lembra. “A gente criou um funil e, em pouco tempo, conseguimos melhorar o rastreamento de carcinoma hepatocelular. Suprimos diversas barreiras por meio de comunicação e organização da jornada digital”, adiciona.
Para Dr. Pedro Henrique, o Hospital de Amor de Barretos, no interior de São Paulo, é um dos maiores exemplos de inovação no país, especialmente por seu programa de rastreamento organizado, que leva unidades móveis até a população da região, realizando exames de câncer de mama e de colo de útero. Ele, que passou quatro anos na instituição, percebeu o impacto direto: “Ao levar o rastreamento até onde a mulher está, de forma inovadora, a gente tinha muito mais pacientes em estágios iniciais de câncer de mama e colo uterino na unidade”.
Ele também reforça a relevância que a telemedicina tem ganhado atualmente. “A ferramenta avançou significativamente, permitindo que regiões sem especialistas recebam o conhecimento de centros de referência”, argumenta. “Através de interconsultas, médicos e pacientes podem se conectar a oncologistas especializados em tumores específicos, levando conhecimento a todos os lugares que antes não tinham acesso”, finaliza.
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