O compromisso da SBOC com a excelência do cuidado oncológico
A prática oncológica exige atualização contínua e um olhar cada vez mais integrado sobre a jornada do paciente. Com o objetivo de munir os profissionais de saúde com as melhores ferramentas de suporte à decisão clínica, a SBOC lançou, no 1º semestre de 2026, três importantes pilares documentais: as Diretrizes SBOC 2026, a inédita Diretriz de Câncer e Obesidade e o novo Guia de Cuidados aos Sobreviventes.
Em maio, a SBOC concluiu a atualização anual de suas Diretrizes. Totalmente baseados nas mais recentes e sólidas evidências clínicas, os documentos funcionam como o principal farol para a orientação de conduta no tratamento de pacientes oncológicos no Brasil.
Um dos maiores trunfos das Diretrizes SBOC é o seu modelo de acesso livre e gratuito, o que consolida a página do projeto como a mais acessada em todo o portal da Sociedade, com dezenas de milhares de acessos a cada novo ciclo de publicação.
Mantendo a essência de edições anteriores, a atualização de 2026 visa não apenas o superespecialista, mas toda a cadeia de atendimento. Presidente da Sociedade, Dra. Clarissa Baldotto traduz o principal objetivo do material: “As Diretrizes entregam recomendações claras e objetivas que são fundamentais para o oncologista que, no dia a dia, depara-se com um subtipo tumoral com o qual tem menos familiaridade”, afirma.
“Ao mesmo tempo, é uma ferramenta indispensável para o médico generalista, muitas vezes alocado no interior do país, que é o primeiro a acolher e guiar esse paciente. Na prática, é um guia seguro para diversos profissionais de saúde” completa a oncologista clínica.
As condutas apresentadas nas Diretrizes são estratificadas conforme o nível de evidência disponível na literatura mundial, mas com um diferencial fundamental: a adequação à realidade brasileira. Os textos levam em consideração não apenas a eficácia clínica, mas também o impacto farmacoeconômico.
O rigor na elaboração se mantém. Antes do lançamento oficial, uma versão preliminar, redigida pelos Comitês Temáticos e de Especialidades da SBOC, é submetida à consulta pública entre os associados. Após a análise criteriosa das sugestões baseadas em ciência, o corpo autoral incorpora as melhorias pertinentes e publica o documento final, creditando todos os colegas que contribuíram na seção de agradecimentos.
Neste ano, foram quatro novas Diretrizes com orientações para tratamento de tumores de esôfago; reto; tumores raros do sistema nervoso central e vias biliares.
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Novos guias e manuais da SBOC
Os guias e manuais da SBOC são documentos elaborados por associados da instituição – alguns deles em conjunto com outras sociedades médicas e científicas, com o objetivo de apoiar a prática clínica de oncologistas e demais profissionais que atuam na área. Novos materiais da SBOC orientam sobre nutrição, diversidade, cuidados paliativos e saúde hormonal feminina. Ao longo de 2025, a página de guias no site da SBOC teve mais de 8.600 acessos. Saiba mais:
Guia de Nutrição para o Oncologista (2ª edição)
Divulgado em agosto de 2025
Com a coordenação da Dra. Aline Lauda Chaves, a 2ª edição do material abrange toda a jornada de quem enfrenta um câncer e não pode prescindir de uma alimentação adequada à sua condição: desde o diagnóstico do seu estado físico, contemplando conceitos como caquexia, sarcopenia e obesidade, passando por suporte nutricional durante o tratamento, condução dos efeitos colaterais, orientação sobre medicamentos e dietas até a fase final de seus cuidados.Guia de Diversidade
Lançado em novembro de 2025.
Iniciativa da SBOC, por meio do seu Comitê de Diversidade, o material surgiu a partir do Workshop de Diversidade na Oncologia, realizado em julho de 2025. O guia reúne conceitos, ferramentas e recomendações baseadas em evidências científicas, literatura especializada, relatos de pacientes e boas práticas clínicas. Seu objetivo é apoiar oncologistas, equipes multiprofissionais e gestores de instituições no compromisso de tornar o cuidado inclusivo uma realidade.
Manual de Tratamento Sintomático em Cuidados Paliativos
Divulgado em novembro de 2025.
Coordenado na 1ª edição pela Dra. Maria de Fátima Gauí e na 2ª edição pela Dra. Cristiane Decat Bergerot, o manual – feito em parceria com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) – serve de referência para oncologistas e demais profissionais de saúde no controle dos sintomas relacionados aos cuidados oncológicos. Mais do que aliviar o sofrimento, os cuidados paliativos, integrados desde o início da trajetória oncológica, reafirmam o compromisso com a dignidade, o conforto e a qualidade de vida.Guia de Terapia Hormonal e Anticoncepção nas Mulheres Com e Sem Histórico de Câncer
Lançado em novembro de 2025.
Sob a coordenação da Dra. Daniele Assad-Suzuki e Dra. Angélica Nogueira Rodrigues, o guia apresenta recomendações práticas e baseadas em evidências para o manejo da terapia hormonal, da anticoncepção e de suas alternativas em mulheres com e sem histórico oncológico. O documento apoia a tomada de decisão clínica e reforça uma abordagem segura, multidisciplinar e orientada à qualidade de vida.
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Com recomendações inéditas para sarcomas e melanoma uveal, Diretrizes SBOC são atualizadas
A SBOC atualizou, em agosto, o seu Índice de Priorização de Medicamentos para Incorporação no SUS e Saúde Suplementar, documento criado para auxiliar na análise e incorporação de terapias oncológicas.
A atualização visa aprimorar a clareza e a aplicabilidade do Índice, após um semestre de utilização, reforçando sua função como ferramenta técnica para apoiar a tomada de decisões na saúde. As modificações, segundo a presidente da SBOC, Dra. Angélica Nogueira, refletem o compromisso da entidade com a transparência e a excelência técnica, buscando contribuir para um acesso mais equitativo e eficiente para pacientes com câncer no Brasil.
Os principais ajustes foram realizados com o objetivo de refinar o processo de avaliação dos medicamentos, tornando a metodologia ainda mais justa e alinhada às especificidades do cenário oncológico. “Retiramos a variável que considerava a carga global da doença, pois ela penalizava os tumores raros”, explica Dra. Angélica. “Além disso, essa variável não levava em conta que tratamentos genéticos podem dar características raras a tumores que são, na verdade, comuns, o que tornava a análise menos precisa”, completa.
Outra mudança significativa foi o ajuste no peso do parâmetro de custo-efetividade. Segundo o coordenador do documento, Dr. André Sasse, essa alteração foi necessária porque a saúde suplementar não possui parâmetros definidos, e o SUS apresenta situações específicas que precisam ser consideradas.
Por fim, o Índice agora oferece um detalhamento maior das possíveis ações da SBOC. “A nova versão deixa mais claro e previsível quais serão as nossas ações com base na pontuação de cada tecnologia analisada, garantindo mais transparência ao processo”, adiciona Dr. Sasse, que também é membro da Diretoria da SBOC.
O documento se baseia nestes critérios principais para priorizar os medicamentos: benefício clínico, observância à lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), necessidade clínica não atendida, parâmetros de custo-efetividade e impacto orçamentário.
Além da Dra. Angélica Nogueira e do Dr. André Sasse, o Índice tem como autores a presidente de honra da SBOC, Dra. Anelisa Coutinho, o coordenador do Comitê de Políticas Públicas, Dr. Nelson Teich, o assessor jurídico, Tiago Farina Matos, e a diretora executiva da SBOC, Dra. Marisa Madi.
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) concluiu, em maio, a atualização anual de suas Diretrizes. Estes documentos reúnem recomendações terapêuticas inteiramente baseadas em evidências clínicas, funcionando como guias de orientação de conduta que servem como referência aos especialistas no tratamento dos pacientes oncológicos.
Um dos principais diferenciais das Diretrizes SBOC é que o acesso é livre e gratuito a qualquer interessado. Isso faz, por exemplo, com que a página onde estão disponíveis seja a mais visitada no site da SBOC. Até a publicação desta edição da revista, as 42 novas Diretrizes já contavam com mais de 135 mil acessos.
“Com as Diretrizes, nós temos indicações claras e precisas que podem auxiliar um especialista que não tem tanta familiaridade com um tipo específico de tumor”, diz a presidente eleita da Sociedade, Dra. Clarissa Baldotto. “Ou mesmo um médico generalista, em uma pequena cidade, que se depara com um paciente oncológico. Elas servem como guias para muitos profissionais da saúde”, completa a oncologista clínica.
Relevância clínica e impacto econômico
As condutas apresentadas nas Diretrizes SBOC são classificadas de acordo com as evidências clínicas disponíveis na literatura. Além de estarem em português, elas se diferenciam por refletir a realidade brasileira, considerando a relevância clínica e o impacto econômico.
Antes da publicação final dos materiais, há a divulgação de uma versão preliminar, elaborada pelos membros dos Comitês Temáticos e de Especialidades da SBOC. Esses documentos são disponibilizados no site da entidade, e os associados têm um período para contribuir com sugestões amparadas em dados científicos.
Após esse processo, há uma análise dos autores para incorporar ou não as recomendações enviadas pelos colegas. Com essa decisão, é feita uma revisão e, depois, a publicação final do documento. Todos os associados que contribuem e têm sugestões aceitas têm seus nomes incluídos na seção de agradecimento das Diretrizes.
Em 2025, foram produzidas, de forma inédita, as Diretrizes de sarcomas de partes moles, de sarcomas gástricos (GIST), de sarcomas ósseos e de melanoma uveal.
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Guia de Vacinação no Paciente Oncológico chega a 2ª edição
Autoras do Guia durante lançamento do material em live no Instagram.
No Brasil, espera-se mais de 704 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025. Pessoas com câncer têm maior chance de desenvolver imunocomprometimento grave, o que aumenta o risco de infecções que podem afetar o tratamento da doença. Com o aumento da taxa de cura e da expectativa de vida desses pacientes, é essencial que os especialistas incluam cuidados para minimizar os efeitos adversos do tratamento e melhorar a qualidade de vida deles.
A partir disso, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), produziu a 2a edição do “Guia de Vacinação no Paciente Oncológico”. O material foi elaborado pelas oncologistas clínicas Dra. Maria Ignez Braghiroli e Dra. Mariana Scaranti e as pediatras Dra. Isabella Ballalai e Dra. Tânia Petraglia.
“Precisamos olhar para os pacientes oncológicos como um todo e a prevenção de doenças infectocontagiosas, através da vacinação, é fundamental para promoção da saúde em sua integralidade”, enfatiza Dra. Mariana Scaranti.
Além de abordar as vacinas recomendadas para pacientes em tratamento oncológico, o documento também trata da vacinação dos conviventes, do calendário de vacinação dos pacientes, da disponibilidade dos imunizantes no SUS e muito mais.
O guia foi lançado em live transmitida no Instagram de ambas as Sociedades, em março, com a presença das autoras. Durante a transmissão, as médicas discutiram o guia e esclareceram dúvidas enviadas sobre o assunto.
“Consideramos que disponibilizar essas orientações on-line é essencial para fortalecer os cuidados e promover uma melhor qualidade de vida para aqueles que enfrentam desafios únicos durante o tratamento oncológico”, finaliza Dra. Maria Ignez Braghiroli, coordenadora do documento.
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Espiritualidade em oncologia
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) lançou, em maio, o guia Espiritualidade em Oncologia – material inédito da entidade que tem por objetivo ajudar todos aqueles que participam da linha do cuidado do paciente oncológico e que buscam uma explicação mais palpável sobre a necessidade do sentido de nossas existências.
O Guia traz reflexões sobre espiritualidade e religião, a importância desses conceitos para os pacientes oncológicos, seus familiares e cuidadores, possíveis abordagens para profissionais da saúde, entre outros assuntos ainda pouco explorados no tratamento contra o câncer. Tudo isso com diversas referências bibliográficas sobre o assunto.
Coordenadora e uma das autoras do material, a oncologista clínica Dra. Clarissa Mathias explicou que a consideração da espiritualidade por parte do médico pode fortalecer o vínculo, a confiança e a empatia com o paciente. “É fundamental entender as crenças do paciente, identificar aspectos que possam interferir nos cuidados de saúde e avaliar a força espiritual individual, familiar ou social que lhe permitirá enfrentar a doença”, comentou. “O momento do tratamento oncológico é muito delicado na vida do paciente, e o guia busca incentivar a busca por ajuda em suas próprias comunidades religiosas, caso façam parte de uma”, acrescentou.
Presidente da SBOC, Dr. Carlos Gil Ferreira lembrou que muitos pacientes gostariam de contar com suporte espiritual durante o tratamento contra o câncer, seja ele ofertado pelo médico ou por outro integrante da equipe multidisciplinar de saúde. “Em um campo tão desafiador como a oncologia, é essencial observar como os pacientes e seu entorno irão reagir e acolhê-los de forma humanizada”, disse. “Os obstáculos no diagnóstico e tratamento do câncer são inúmeros e constantes, mas a forma como são respondidos e superados pode revelar a força e a resiliência dos pacientes e seus familiares”, acrescentou.
Para o lançamento, a SBOC realizou uma Live pelo Instagram com a participação de dois autores do Guia, a Dra. Clarissa Mathias e o Dr. Diego Araújo; a diretoria da entidade Dra. Angélica Nogueira e a convidada especial Monja Coen Rōshi, primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil. A transmissão teve momentos com mais de 700 participantes simultâneos
Assista a live na íntegra.
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Sucesso na gravidez de pacientes após tratamento preventivo pós-câncer de mama
Publicada em maio na prestigiada revista científica The New England Journal of Medicine, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 516 mulheres de até 43 anos que estavam em tratamento pós-câncer de mama indicou que, ao suspenderem o uso de medicamentos contra a recidiva da doença, 75% delas conseguiram engravidar. O estudo científico traz esperança para mulheres do mundo inteiro que já tiveram a doença e desejam tentar a gestação.
Intitulado de P.O.S.I.T.I.V.E (sigla para Pregnancy Outcome and Safety of Interrupting Therapy for Women with Endocrine Responsive Breast Cancer), que, na tradução literal, significa algo como “Desfechos de gravidez e segurança de interromper a terapia endócrina em pacientes com câncer de mama sensível aos hormônios”, o estudo científico teve como objetivo avaliar se era seguro interromper o tratamento anti-hormonal de pacientes até 43 anos que tiveram câncer de mama.
De acordo com o oncologista clínico Dr. Gilberto Amorim, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), os medicamentos do chamado tratamento adjuvante são comumente utilizados durante um período que pode durar de cinco a dez anos, para evitar o surgimento de novos tumores. No entanto, esse tempo pode deixar as mulheres que desejam engravidar desconfortáveis.
“Nunca foi fácil para nós interrompermos o tratamento dessas mulheres durante um ano, por exemplo, para que elas tentassem engravidar espontaneamente ou com auxílio da ciência. Afinal, entendíamos que a pausa precoce no tratamento endócrino podia comprometer o desfecho das pacientes”, conta “Quando a gente liberava as pacientes antes desses resultados, às vezes, era depois de cinco anos de terapia, e isso para elas era muito complicado”, detalha Dr. Amorim.
Por isso, segundo o especialista da SBOC, os resultados desse estudo científico permitem que os oncologistas possam dialogar com as pacientes uma possível interrupção com até 2,5 anos de terapia endócrina. “O estudo avaliou mulheres com a idade média de 37 anos. Aqui estamos falando de pacientes jovens. Algumas delas fizeram quimioterapia e esse tratamento não raro afeta a fertilidade. O resultado obtido é importante porque podemos abordar o tema com mulheres que receberam o diagnóstico do câncer de mama e que tenham interesse em engravidar”.
Realidade brasileira – Dados divulgados em 2019 por uma pesquisa realizada pelo Grupo Latino-Americano de Oncologia Cooperativa (Lacog, da sigla em inglês) indicam que, no Brasil, 43% das mulheres que receberam o diagnóstico positivo para o câncer de mama, entre 2016 e 2018, tinham menos de 50 anos. Além disso, das que tinham idade inferior a 40 anos, quase 40% estavam no estágio mais avançado da doença.
Para Dr. Amorim, ainda que os Estados Unidos – onde a pesquisa sobre a interrupção do tratamento pós-câncer de mama para a tentativa de gravidez foi realizada – e o Brasil tenham realidades distintas nos sistemas de saúde, sejam eles o público ou o privado, os resultados do estudo científico devem ser considerados por especialistas. Em especial, no diálogo com as pacientes que desejam engravidar.
Esses resultados podem ser aceitos e adaptados pela comunidade oncológica brasileira.
“Esses resultados podem ser aceitos e adaptados pela comunidade oncológica brasileira. Se por um lado, temos pouca disponibilidade de equipes de fertilidade, pois são tratamentos de alto custo e sem cobertura dos planos de saúde e a maioria dos hospitais públicos que tratam câncer não têm clínicas especializadas em fertilidade, por outro lado, mais pacientes têm conseguido fazer as consultas com o especialista em fertilidade antes de começar o tratamento. E é um direito delas conversar sobre a interrupção do tratamento endócrino durante um período em que queiram tentar engravidar”, pontua o médico oncologista.
Próxima fase da pesquisa
Esses resultados da pesquisa também foram apresentados em dezembro de 2022, durante o San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS), um dos mais importantes eventos científicos sobre câncer de mama, realizado nos Estados Unidos, despertando o interesse de especialistas do mundo todo. No entanto, a pesquisa continua até 2029 e, nesta nova fase, os pesquisadores devem continuar acompanhando as participantes da pesquisa, por exemplo, para saber se, após a interrupção do tratamento endócrino pós-câncer de mama, elas tiveram novos tumores.
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